segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Carta aberta à Natália Klein


Querida Natália, 

Você não me conhece e, se não fosse pela ironia do destino (que também atende por “internet”), talvez eu também não soubesse quem é você. Porém, eu sempre ouço falar de você. Pelo menos uma vez por dia. Na verdade, esse é o motivo pelo qual redijo esta carta. Percebi que tenho duas certezas na vida: uma delas é a morte, e a outra é saber que, em algum momento do meu dia, alguém vai me falar como eu sou uma versão paulistana de você.

Tudo começou numa tarde de sábado (ou domingo. Ou segunda, não me lembro). Uma grande amiga, carioca como você, veio me falar como era bom ter uma dose semanal de mim ao assistir seu programa. Eu, que ainda não conhecia o Adorável Psicose, fiquei meio desnorteada, sem entender muito bem do que se tratava. Dei aquele “curtir” despretensioso na postagem e uma risadinha básica nos comentários, para não deixá-la no vácuo, como fazem os bons amigos. Para mim, a questão tinha morrido ali. Mal sabia eu que essa história acabava de começar.

Em outra situação, um amigo, que nenhum laço tem com a carioca, veio me dizer como eu era parecida com você, e que não era apenas fisicamente, mas o jeito também. Que ele não conseguia assistir seu programa sem lembrar de mim. Começou a crescer dentro de mim a sementinha da paranoia.

Depois de algum tempo, fui a um show e fui apresentada à amiga de um amigo. Sua primeira frase para mim não foi “Oi, tudo bem?”, ou “Prazer em te conhecer”, ou “Vou te matar a machadadas”. A primeira coisa que ela me disse foi “Nossa, sabia que você parece muito com a Natália Klein, do Adorável Psicose?”. Aí já não tinha mais jeito. Em pouquíssimo tempo, aquela pequena semente virou uma robusta árvore de loucura.

Para não deixar dúvidas (e antes de sair pelas ruas de São Paulo perguntando se alguém mais te achava tão parecida comigo), resolvi que era o momento de assistir seu programa. Coloquei meus óculos, preparei a pipoca, abri o YouTube e... Eu também não curto quem acha as coisas “mó astral”. Eu também mando muito mal em primeiros encontros. Eu realmente tenho muita coisa a ver com você, desde o jeito de vestir até o jeito de falar, passando pelas coisas que eu fico matutando.

E aí começou a bater uma psicose também. Tive que perguntar para meu pai se ele já deu uma pulada de cerca no Rio de Janeiro. E cada vez mais, as pessoas (e as vozes na minha cabeça) vinham me falar como éramos parecidas. Como não sei mais o que fazer com essa situação, acho que vou me aproveitar da fama, espero que você não se importe, porque está ficando legal esse negócio de ser sósia! Ou talvez eu devesse começar uma terapia... Vai que arranjo uma psicóloga parecida com a Dra. Frida.

Natália, acabo de perceber que, no fim das contas, essa carta não tem nada a ver com nada. Escrevi, escrevi e escrevi apenas para falar que, sei lá, acho que é importante sabermos uma da existência da outra, caso nos confundam por aí. Enfim, é algo com que terei que aprender a viver, mas queria dividir isso com você, já que, apesar na sua psicose e da minha paranoia, "quanto mais Natalia melhor", já dizia a sábia Coca-Cola.

Obrigada pela atenção e continue com o seu programa e com seu blog, porque já sou fã.

Um beijo,
Natalia Máximo

4 comentários:

Larissa Bohnenberger disse...

Oi Naty!!! Eu não te conheço pessoalmente e também não conheço a tua xará e sósia, portanto não posso dar minha opinião sobre a semelhança ou não existente entre vcs, mas uma vez que a opinião é quase unânime, acho que vou lá visitar a tua versão carioca pra saber mais ou menos como tu é! kkkkkkkkkkkkk

Bjocas!

@sourainha disse...

vocês são muito parecidas, ambas cultivam os cachos e fazem a mesma voltinha com a mão na hora de explicar alguma coisa. leigos confundiriam, mas eu não: nem se ela quisesse muito teria uma boca tão desenhada em formato de coração como a sua. e também falta simpatia (ou falta você ser rabugenta?)

Adorável Psicótica disse...

Faltou foto. Ou video. Pra provar o que você está falando.

Como você sabe, psicóticas só acreditam no que vêem. O problema é que elas só vêem o que querem.

Beijo grande da sósia,
Natalia.

Adorável Psicótica disse...

Vi sua foto agora e ok. Existe algo de mim em você. Ou algo de você em mim. Vai saber...

Beijocas!

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