terça-feira, 22 de maio de 2012

Colo.


Tem dias aquela angústia simplesmente explode. Depois de meses, você não consegue mais guardar só para você a sensação ruim; já não consegue mais dar um sorriso falso.

Nessas horas, tudo que você precisa é um colo. Mas não é de amigo, de irmão ou de namorado. Tem que ser o de mãe.

Porque nos momentos que, em nosso infinito egocentrismo, parece que o mundo vai desabar nas suas costas, só a mãe tem as palavras certas – que, ironicamente, são aquelas que você ignora desde quando o coração começou a apertar. Nessas horas, só ela te faz ouvir e dá um tapa com luva de pelica: é certeiro e machuca, mas não deixa de ser delicado e amoroso.

Você enxerga, de novo, um amor tão puro e incondicional nesses mínimos detalhes. É quando aquele choro que está entalado na garganta finalmente sai, depois de tanto tempo, você percebe que ninguém conseguiria secá-las tão bem quanto ela. É naquele abraço apertado e confortável, que encaixa tão perfeitamente, que cresce o sentimento de que vocês nunca se largaram.

Porque, não importa quantas vezes você tenha repetido para você mesmo “calma, tudo vai ficar bem amanhã”, é só com a confirmação da mãe que você consegue realmente acreditar nisso. Nessas horas, parece que só ela tem as palavras certas. E é só depois daquele beijo carinhoso na testa e de cair no sono de mãos dadas com ela que você acorda sabendo que aquele dia realmente vai ser melhor. E que ela estava certa.

De todo mundo que eu abracei nesse Dia do Abraço, nenhum foi melhor que o dela.


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