segunda-feira, 25 de julho de 2011

A criação mais divina

Na minha cabeça, funciona assim: depois de criar o universo e tudo que existe dentro dele em seis dias, Deus resolveu descansar. Quer dizer, essa é a história que contam por aí. Eu acho que, de verdade, Deus reservou o sétimo dia para a mais importante – e desejada – de suas criações: o dom, mais especificamente, de escrever. Afinal, alguém tinha que escrever a história dele, né.

Tudo isso porque Deus já sabia que, em algum momento, o mundo iria desandar e as pessoas – os não envolvidos em tirar tudo dos trilhos, principalmente – não aguentariam. Ele sabia que, para sobreviver ao caos, era necessário criar uma válvula de escape da dura realidade. Era preciso fazer algo que fosse imortalizado e, mais do que isso, que as próximas gerações também tivessem a oportunidade de entrar em contato. Queria que fosse inesquecível.

Foi aí que ele decidiu mudar tudo. Diante de tudo que sofreria, o ser humano merecia uma mudança rápida. Merecia esperança. Então, era hora de Nabokovs, Wildes, Assis, Taleses, Austens, Bukowskis, Kerouacs, Veríssimos, Hemingways, Buarques, Nerudas, Rowlings, Alves, Orwells, Hornbys, Dostoiévskis, Druons, Marquezes, Huxleys, Poes, Pessoas, Saramagos, Castros, Werthers, Kunderas, Kafkas e muitos outros entrarem em ação. Estavam prontas as melhores de suas criações.

Demorou um pouco, mas foi do jeito que Ele esperava. A cada página, as pessoas descobriam as mais variadas emoções. Choravam, riam, odiavam, discutiam e lutavam com os personagens, até a última linha. Sofriam quando percebiam que as últimas páginas estavam próximas, pois não queriam que o sonho e a imaginação que liberavam naqueles momentos chegassem ao fim. Mas, quando o temido final chegava, as pessoas nunca hesitavam e já estavam prontas para devorar o próximo livro.

Deus ficou ainda mais satisfeito com sua criação quando percebeu que, em um futuro cheio de computadores, videogames e celulares que fazem qualquer coisa, ainda existia um grupo de pessoas que fazia questão de honrar o dom que receberam. Palmas, Gordons, Browns, Lopatiuks, Maias, Cunhas, Bazzes, Conges, Rochas, Cohens, Reinerts, Kormanskis, Collinos, Gasparinis, Sales, Genovesis, Brenners, Capriolis, Meneguettis e muitos, muitos outros que deixam Deus cada vez mais satisfeito com a melhor de suas criações.

Bom, isso na minha cabeça, gente. Mas até que não é um cenário ruim, certo?

Neste texto, foi citada parte de meus autores preferidos, independentemente de estarem vivos, mortos, se escreveram livros ou se escrevem blogs. São pessoas que me inspiram todos os dias e que, de um jeito ou de outro, ajudaram a formar esse blog e também um pouco de quem eu sou. 

A todos meus autores favoritos, um feliz Dia do Escritor e meus agradecimentos, porque vocês merecem. Hoje e sempre.

3 comentários:

Bruno disse...

Ei, eu sou Palma também!

Anônimo disse...

Não consigo viver sem leitura e música. ;)

Ana disse...

Ai Nat vc é tão linda

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