segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Sonho meu II

Vou fazer uma série a partir desse post aqui. Afinal, eu tenho muitos sonhos malucos e, se não houvesse uma parte do blog dedicado a eles, o Caleidoscópio Dental não faria o menor sentido (dê uma olhadinha no about).

Esse sonho tem a ver com os amigos do post anterior. Era o último dia que passaríamos na minha casa de praia. Estávamos belos, alegres e com sorrisos Colgate, cada um fazendo alguma coisa (eu estava cozinhando, não lembro o que os outros faziam). Lembro que a casa tinha um pé-direito inusitadamente alto; parecia que estávamos dentro do Museu do Ipiranga – sem as escadarias.

De repente, começo a ouvir gritos. São meus amigos me chamando para ir até a sala, pois algo muito sensacional estava acontecendo no céu. E estava mesmo: um helicóptero azul, sem hélices e sem cauda, estava começando a pegar fogo, e tudo indicava que ele ia cair na minha casa.

Começamos a gritar desesperados, pois nossas vidas não podiam terminar de uma maneira tão trágica. Ouvimos um barulho muito alto, como um baque, e fomos até a cozinha para descobrir o que era. O helicóptero tinha caído no quintal da casa dos fundos das minhas. Respiramos aliviados.

Mas nossa alegria durou pouco. Policiais e militares da Força Aérea Brasileira começaram a pipocar no meu quintal. Pelo jeito, minha casa seria o quartel-general para o desastre.  Foi quando tudo começou a mudar.

Minha linda casa, grande e colorida, sumiu, dando lugar apenas a uma estrutura de madeira xexelenta. Meus amigos desapareceram. Nesse momento, meu sangue subiu. Quem esses militares pensam que são para destruir minha casa e colocar esse acampamento estranho no lugar? E sumiram com meus amigos!!! Eu tinha que fazer alguma coisa muito, muito grave, assim os policiais perceberiam que eles estavam errados e que não deveriam ter destruído minha casa.

Comecei a brigar com o Brigadeiro que estava lá. Meus argumentos? “Isso é inaceitável”, “como vocês puderam fazer algo assim com uma simples civil”, “isso é abuso de autoridade!!!” e o principal, que mais me lembro de ter gritado “PAREM COM ISSO, MINHA CASA SUMIU, COMO VOU EXPLICAR PROS MEUS PAIS???”. 

Além da hemorragia verbal, minhas brigas com os policiais eram de dar inveja a qualquer Clube da Luta: pegava todos pelo colarinho (um de cada vez, claro), encostava-os na parede e gritava bem de pertinho, enquanto meus olhos arregalavam e minha saliva voava nas bochechas amedrontadas dos donos da Lei. Era tipo cena de filme muito bom, sério. Eu não lembro da parte da pancadaria, mas tenho certeza que rolou.

Aí eu acordei.

2 comentários:

Larissa Bohnenberger disse...

Ahahahahahahahahahah!

Nossa, como você é valente em sonhos... eu tenho uns meio doidos assim, às vezes, mas eu geralmente fujo das situações de perigo. Rsrsrsrs!

Bjocas!

Bruno Massao disse...

Dose de humor matinal = seu blog. HAHAHAHAHAHHA

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