quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Curto, grosso, rápido e indolor – Planeta Terra 2010 e Scissor Sisters

Por muito pouco me esqueci de escrever sobre os shows que vi no Terra e o do Scissor Sisters. Também, a concorrência era muito difícil: no primeiro eu estava morrendo de ansiedade por causa do show do Paul e no segundo eu morria era de tanto chorar de saudades. Mas vamos dar uma pincelada rápida nos dois eventos, o Terra com mais detalhes por ser bem maior.

Planeta Terra

Organização

Sem dúvidas, é a melhor de todos os eventos que já fui. Claro que não é perfeita, mas agrada. É a terceira edição que vou e, tirando as pouquíssimas opções de comida e a cerveja ser a péssima Devassa, não tenho do que reclamar. Não tem pista VIP (GRAÇAS A DEUS!), só o camarote ao lado do palco – que disseram por aí que estava cedendo. 

O outro lugar que abrigou o festival, a Villa dos Galpões, tem um espaço muito mais legal que o Playcenter, mas a ideia de ser no parque é um dos maiores acertos, já que os que não querem ouvir uma determinada banda não precisam ficar enchendo o saco dos outros fãs – e tem a Monga. Além disso, é do lado da minha casa; chego no Playcenter em 15 minutos, enquanto demorava umas duas horas para ir até a Villa dos Galpões.

Público

Indie até demais, claro. Mas, graças aos shows do Of Montreal e do Mika, o público estava bem diferente das edições anteriores. Estava mais colorido, animado e feliz. O clima estava muito mais gostoso e mais leve, sem a obrigação chata dos alternativos de ser blasé. Dá até para dividir a plateia em antes e depois do show do Mika. Acho que até me influenciei por eles, já que estava mais simpática que o normal no dia. Antes de chegar, fiz amizade com uma menina e já parecia que éramos amigas de infância WTF. Durante, encontrei umas mil pessoas. Quando fui embora, fiquei batendo papo com os motoristas e cobradores de ônibus. E quero fazer um agradecimento especial ao Leonardo, que estuda Engenharia na UNESP de Assis – é tudo que sei sobre ele. Ele nos acompanhou até a Barra Funda, a pé, às quatro da manhã, e ele nem ia para lá. Se algum dia você ler isso, saiba que você é UM LINDO!

Shows

Mombojó

Finalmente assisti a um show deles! Foi curto, mas muito eletrizante. Foi uma pena ter ouvido “Passarinho Colorido”, uma das minhas favoritas, da fila de entrada. A banda é jovem, mas bem madura e o Felipe, vocalista, tem uma energia incrível. Pula, grita, dança. A gente também. Uma das melhores apresentações do festival. Agora, tenho que vê-los em um lugar menor (eu falo isso em praticamente todos os textos de banda, né?)

Hurtmold

Coisa fina. Instrumental, instigante, diferente e muito divertido. Os caras da banda parecem ser muito gente boa e fazem um som que vale a pena ser ouvido.

Novos Paulistas

Peguei só o finalzinho. Não sabia que o Tatá Aeroplano, do Cérebro Eletrônico, estava na banda! Tocaram “Desquite” e eu me acabei de dançar, mas não me atraí muito pelo som.

Of Montreal

O primeiro show internacional da noite foi sensacional. O por do sol também favoreceu. A banda, que tem umas 5843758937594 pessoas, traz um monte de parafernálias coloridas, várias pessoas fantasiadas, fazendo teatrinhos malucos no palco e stage dive na galera, que se animou bastante. O vocalista tem umas dancinhas muito malucas, e eu fiquei copiando depois. Mais tarde, vi a banda inteira assistindo ao show do Yeasayer, do qual falo mais abaixo.

Olha eu engolindo o microfone, galera
Yeasayer

Vi só um pedacinho, mas foi muito bom. Fiquei impressionada com a quantidade de gente que foi ver, nem sabia que eles eram tão conhecidos por aqui. Caindo no clichezão, o vocalista confundiu São Paulo com Buenos Aires e teceu elogios ao Brasil, citando inclusive sua esposa, que é da terra. Para mim, o ponto alto foi “2080”, uma das músicas que mais gosto.

Mika

Um dos mais aguardados do festival. O rapazinho é um super performer. Dança, canta, toca piano, agita a galera mesmo sem precisar, pois todo mundo vibra loucamente de qualquer forma. Sua banda também é muito boa e os figurinos... ah, os figurinos são de sonhar! Como o cara só tem hit, todo mundo cantava todas alegremente.

Phoenix

Começaram bem ao abrir com a ótima “Lizstomania”, mas o show foi esfriando aos poucos. Mesmo com o vocalista se jogando na galera – duas vezes –, o setlist deixou a desejar um pouco. Fora que o cochilinho que o Mars resolveu dar ali no meio de uma das músicas foi de brochar qualquer um. Saí antes do fim de “1901” porque o goal da noite era o Hot Chip.

Hot Chip

Dessa vez sem os problemas de som da infeliz Arena Anhembi, no finado Tim Festival 2007, deu para curtir alucinadamente. Como arranjei a melhor companhia para esse show, meu melhor amigo Rodrigo, não mudaria nada. O show estava abarrotado, e tenho certeza que todo mundo saiu bem feliz de lá, porque os caras são MUITO bons. “Hand Me Down Your Love”, “Over and Over” e a sempre presente “Ready For The Floor” ajudaram a garantir o melhor show do festival.

Pavement

Saí do Hot Chip voando para ver Pavement, mas só porque queria ouvir “Shady Lane” – e cheguei na hora certa! Como não consigo gostar de Pavement, aproveitei para dar uma descansada e ver os famosos que estavam circulando pelo lugar. Marimoon e seu cabelo verde, Didi e suas roupas esdrúxulas, esse naipe. 

Empire Of The Sun

Vi só uma parte, enquanto estava na fila para comprar uma cerveja. Parecia ser bem legal e o vocalista, todo montado, parecia ter saído de um filme muito doido. Foi só o que deu para captar, estava morrendo de fome e sede na hora.

Smashing Pumpkins

Foi mal, amgs.
Infelizmente, foi chato. Tinha tudo para ser o melhor show do festival; eles só precisavam caprichar mais no setlist e só enfiar as clássicas. Sério, bandas dinossáuricas assim precisam investir nos hits, porque é isso que a galera quer ouvir, ainda mais no Brasil. Mesmo sendo meia boca, “Bullet With Butterfly Wings” e “Tonight, Tonight” (um beijo, Tyler!) compensaram o cover de “Moby Dick” que o baterista saído da quinta série (era impressão minha ou ele estava até com uma bandana do Naruto?) fez questão de estragar. Sério, existem músicas que são imaculadas e ninguém pode ousar tocá-las. “Moby Dick” é uma dessas.

Saldo da noite: como estava sem expectativas, foi bem positivo. Andei tanto que meu pé deve ter ficado umas quatro vezes maior. Cheguei em casa cansada, mas valeu.

Scissor Sisters

Só fui a esse show porque estava com o ingresso na mão, senão teria ido ao Paul de novo. Mas, como ninguém ia pagar meu cheque especial, preferi não fazer mais dívidas. 

Já estava bem arrependida de não ir ao Morumbi chorar ingresso para cambista, mas cheguei lá e vi as gay muito felizes e resolvi compartilhar. No fundo do palco, a capa do último CD deles, ou seja, uma bunda contraída. Tinha alguma coisa atrás desse pano, um ventilador talvez, que fazia a bunda se apertar e soltar. Deixou a espera mais divertida.

Ana, explica como manter esse super penteado?
Espera longa, aliás. O show atrasou uns 40 minutos, mas deixaram um DJ bem competente tocando – e com um topete PER-FEI-TO, de fazer inveja! Tudo ficou mais bonito quando a banda entrou no palco: backing vocals muito boas, banda muito boa, Ana Matronic elegantíssima e Jake Shears todo trabalhado no macacão de vinil, para delírio de todo mundo.

O show foi muito legal. Os dois vocalistas são super simpáticos e conversam bastante com a plateia e elogiam muito. A plateia fica ensandecida quando Ana começa a falar da fama do Brasil lá fora: “um país que sabe fazer festa, onde todo mundo é meio safadinho e esse era o melhor show deles”. Um teatrinho sempre vai bem e não custa nada, né?

No setlist, não tinha o que criticar. Teve música dos três álbuns (destaque para “Paul McCartney, que eles dedicaram adivinha para quem?) e, para minha alegria, “Kiss You Off”. Ana Matronic é ainda melhor no palco. Sabe como dominar a galera em seu belo Louboutin e canta demais. Tudo seria perfeito se não fosse por um detalhe: o Jake estava com algum problema na garganta que o impediu de alcançar todos os agudos que eu tanto esperei. Infelizmente, isso acabou tirando muito da graça do show.

O bis, com “I Don’t Feel Like Dancing” e “Filthy/Gorgeous” foi de tirar o fôlego. Pelo que soube, a festa continuava em algum lugar, mas meu táxi já estava me esperando lá fora. Para terminar com chave de ouro, Jake mostrou a bundinha malhada. Não compensou o problema na voz e muito menos quem queria ver a neca (rolou um cartaz desses, pelo que fiquei sabendo), mas é melhor que nada.

2 comentários:

Cami Pires disse...

Eu só queria ouvir Over and Over...

Giu disse...

A vila dos Galpões era na casa do caralho, mas adorei a edição do Terra que eu fui e que era lá.

Mas cara, to chocad que tu num curte Davassa! Acho que é a primeira pessoa que eu ouço falar isso.

Nossa, nem lembro do show do Hot chip no TIM, só lembro que vi, hauhauhaua.

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