segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Magia natalina? Nunca vimos

Chegamos ao período mais cheio de magia do ano, que todos esperam ansiosamente: as festas de fim de ano. 

Aaah, a beleza do Natal! As ruas ficam mais alegres e coloridas com tantos enfeites; os piscas-piscas nas casas são tão sincronizados que parece algo de outro mundo. Os comerciantes, mesmo usando gorrinhos vermelhos ridículos, estão uma gracinha. E, admita: a primeira coisa que você faz ao chegar em qualquer lugar público é procurar o bom velhinho, alegando que tenta entender há anos como ele sobrevive dentro daquela roupa no calor impiedoso desse País lindo que é o Brasil, afinal, você já tem 26 anos e não acredita mais nisso, né? Aham.

Claro que isso não quer dizer nada quando pensamos no verdadeiro sentido do Natal: a comida união das pessoas. O que é mais reconfortante do que ver todos confraternizando alegremente às 7h, no ônibus lotado e fedido, em pleno dia 24 de dezembro? Ou, por que não, naquelas duas horas tentando entrar no estacionamento do shopping para aproveitar os restos das promoções? E até mesmo naquele trânsito enlouquecedor, pois só tem cabaço dirigindo em época de recesso. O ser humano fica tão anestesiado durante as festas para o menino Jesus que “filho da puta arrombado” soa como o mais verdadeiro “SEU LINDO” da história.

Mas, tanta emoção levou o ser humano a fazer algo muito errado para representar essas marcantes celebrações, e aqui me refiro única e exclusivamente à prática do amigo secreto. Esse evento social tem apresentado efeitos tão drásticos sobre as pessoas quanto a extinção da Trakinas de Doce de Leite ou, para quem não soube apreciar essa maravilha da indústria alimentícia, o temido reinado das Crocs, também conhecidas como “o calçado oficial do Tinhoso”.

Cópia infeliz. Trakinas de Doce de Leite - a verdadeira -, descanse em paz.
Senhor, livrai-nos dessa tristeza
Não me interprete da maneira errada. Eu gosto de participar de amigos secretos, mas tenho um trauma, e é melhor explicá-lo aqui. 

Foi na segunda série, quando participei do primeiro amigo secreto da minha vida. Como naquela época eu não tinha renda própria, não pude comprar o que a pessoa que eu tirei tinha pedido: um CD ao vivo do Exaltasamba. Assim, minha mãe recorreu às práticas do submundo e comprou uma cópia pirata. Veja bem, isso não era comum em 1997, então, nem preciso dizer o choque que todos os pirralhinhos tomaram quando minha amiga-não-mais-secreta abriu seu presente. Eu, claro, não sabia onde enfiar a cara quando o CD ficou pulando em todas as faixas – o que, vendo agora, não foi nada ruim.

Como se minha própria mãe me trollar inconscientemente não fosse ruim o bastante, ainda tive que ver outra amiguinha ganhar um xampu. Um xampu??? Poxa, existiam tantas outras maneiras mais sutis de falar que ela precisava lavar o cabelo. Acho que aquela foi minha primeira experiência de vergonha alheia (e, antes que vocês perguntem, não fui eu quem ganhou o xampu, sério mesmo).

Foi também naquele fatídico dia que uma maldição começou a me perseguir: a de ganhar presentes ruins. Tirando nas vezes que peço o que quero – o que eu acho que faz perder toda a graça dessa atividade bonita -, o presente sempre me dá vontade de chorar. Quando fui adquirindo mais malemolência para lidar com esse negócio, percebi que o fantasma da escolha de presentes também está ali do meu ladinho nas lojas, ainda mais se tiro uma pessoa que gosto muito. Afinal, a) eu nunca sei o que comprar; b) eu nunca tenho dinheiro para comprar o que quero e c) eu sempre quero dar muito mais do que o limite definido, o que é frustrante, já que quase ninguém passa do limite, o que significa que eu vou ganhar um presente ruim.

Apesar de tudo, aqui estou eu participando desse ciclo vicioso mais uma vez. É amigo secreto na família, no trabalho, com os amigos. Mas, se eu esperava alguma mudança dessa vez, é melhor tirar meu cavalinho da chuva. Estou participando do primeiro amigo secreto do Champ Club, e isso é uma sentença para o universo: daqui para frente, é só ladeira abaixo, meus caros.

Além de uma bonita amizade, do excelente gosto musical e das sensacionais habilidades para escrever, o que nos une é o azar (e esse é o mais presente, claro), e nosso mentor não poderia ser outro: Rob Gordon, a Lei de Murphy em forma de guri. Provando que nascer com a bunda virada para qualquer coisa menos para a Lua não é lá tão raro, o Champ Club é formado por blogueiros sem sorte, situados em várias partes do País e até com uma filial no Canadá, o que aumenta em 200% a chance de um dos presentes ir parar, sei lá, na ilha de Lost.

Ainda vou falar mais algumas vezes sobre essa galerinha que vai aprontar altas confusões. Se seu santo for forte, acompanhe meu blog e de todos os outros participantes (Ana Kormanski, Ana Savini, Bia, Bruno, Dragus, Hally, Isa, Max, Otávio, Pedro e Rob). Se estiver com medinho, fuja enquanto há tempo. 

Magia natalina? Nunca vimos. Papai Noel nos pegou para estagiários.

Amigos participantes, no próximo post da série-que-não-é-série, dicas sobre meu presente. Fiquem ligadinhos, bgs.

UPDATE!!! Quero pedir desculpas ao Max Reinert, pois o excluí dos participantes ali em cima. Pensei que não ia dar tão na cara de que eu o tirei. DESCULPA, AMG!

3 comentários:

MaxReinert disse...

Pronto... já me excluiu da brincadeira!!!
Humpf!!!
Ô fase!

Otavio Oliveira disse...

O que quer dizer que ela te tirou, max!


Nat, rio demais com seus textos, que isso. tem a manha, hem.

Ana disse...

aff trakinas doce de leite

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