segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Curto, grosso, rápido e indolor – Shows do SWU no dia 9.10

Como mais ninguém – incluindo eu – aguenta ouvir falar de SWU, vou falar dos shows de cada dia da maneira mais objetiva possível. Vamos, então, ao primeiro dia.

Letuce + qinhO (Palco Oi Novo Som)

Já comecei a ficar puta porque o som da tenda da Heineken estava vazando horrores. Se não resolvessem a tempo, o bicho ia pegar, porque a performance de Letícia Novaes no palco merece total atenção, ainda mais quando ela abraça o guitarrista e namorado, Lucas Vasconcellos, em um de seus solos. Tinha visto um show do Letuce em julho lá no Sesc Pompeia e simplesmente me apaixonado, mas ainda não conhecia o qinhO. A plateia até que era grande, talvez por ser o primeiro show do dia. Abriram com “Potência”, acho que é a que eu mais gosto deles e, como de praxe, rolou um cover totalmente inesperado, que dessa vez foi You Gotta Be, da Des’ree. Infelizmente, o show foi curtinho e não lembro o que mais tocaram. Mas deu para aproveitar muito e, mais uma vez, me apaixonar por um dos casais mais lindos que eu já vi em um palco.

Superguidis (Palco Oi Novo Som)

Não conhecia a banda, que acabei de descobrir ser do Rio Grande do Sul. Som bacana, show animadão e eu repetiria a dose.

Brothers of Brazil (Palco Água)

Peguei só o finalzinho. Já tinha visto um show deles no Planeta Terra ’08 e me diverti com a esquisitice do Supla. E foi isso.

Black Drawing Chalks (Palco Ar)

Eu gosto demais do Black Drawing Chalks, lá de Goiânia. É aquela banda de gente linda que você ouve, depois vai a um show e agradece por eles não terem surgido nos anos 70, senão você nunca teria a oportunidade de vê-los em um palco – embora o som deles se encaixe totalmente nessa época. Depois de ver alguns shows do Black Drawing em baladas do submundo paulistano, vê-los tocando em um palco tão grande me deu uma sensação meio babaca de orgulho. Os caras são ainda melhores ao vivo e conseguiram deixar a galera toda super para cima. Fiquei felizona quando tocaram “Don’t Take My Beer”, além de “My Favourite Way” e “Big Deal”. Como sempre, incrível.

Macaco Bong (Palco Água)

Macaco Bong é outra banda que eu vi alguns shows também. São bem enérgicos, inspirados e, mesmo com músicas sem letras – coisa que eu gosto -, eu sempre aproveito muito os shows deles. Mas, dessa vez, fui vencida pelo frio e tive que ir me trocar um pouco antes deles saírem do palco.

Mutantes (Palco Água)

Acho que nunca tinha visto um show do Mutantes inteiro e curti muito. Foi tão legal ver todo mundo cantando TODAS as músicas, com as mãozinhas para cima, mesmo que o clima tivesse começado a ficar meio pesado por causa dos fãs de Rage, que já estavam tentando se apertar na grade. Ah, outra coisa: ainda não descobri quem é a nova vocalista da banda. Só sei que fiquei com medo da bolsa dela estourar a qualquer momento!

Los Hermanos (Palco Ar)

Sempre gostei dos Loser e, mesmo sabendo que iam tomar esporro dos fãs malucos de Rage, fui lá dar meu apoio. E acabou que o show foi ótimo, mil vezes melhor que no ano passado, quando abriram para o Radiohead. Estavam muito mais harmoniosos e sabendo o que estavam fazendo. Curti, espero que os próximos sejam assim também.

The Mars Volta (Palco Água)

Sério, pessoal, O QUE FOI ESSE SHOW? Coisa mais maluca, minha gente! O vocalista, super performático, era uma mistura muito doida da voz do Cauby Peixoto com as dancinhas do James Brown e encabeçando uma cabeleira à Cauby Peixoto! Um som agitado, progressivo, músicas de vinte e cinco minutos, psicodélico, Pink Floyd, caleidoscópios e... ok, viajei muito no show deles, e olha que nem estava na mesma brisa que uma galera lá, hein. Mesmo com todo mundo reclamando da frieza da banda, foi a melhor apresentação do dia – fãs de Rage, não me crucifiquem, seus lindos.


Rage Against The Machine (Palco Ar)

O caos, o caos. Eu, que nem gosto tanto assim de Rage, fiquei toda arrepiada quando o som das sirenes começou e a estrelona vermelha subindo devagarzinho nos telões. Nem vou comentar sobre as várias falhas no som, as grades caindo e a galera se matando porque vocês já estão sabendo sobre tudo isso. “Bullet In The Head”, “Know Your Enemy” e, claro “Killing In The Name” foram sensacionais e acho que foi a maior concentração de fãs felizes que eu já vi na minha vida, era algo contagiante. A fúria dos fãs era impressionante, sempre orientada pelo isqueirinho-mór, Zach de La Rocha, um belo de um frontman. E nunca vi tanta rodinha de pogo antes. E, depois de toda a euforia do show, do MST dando as caras no boné do Tom Morello, fiquei pensando no discurso da banda, mas... quem estava acampada era eu. E eles?

Queria ter visto: MSTRKRFT, The Apples In The Stereo, Sobrado 112 e The Chrystal Method.
Boas do dia: pontualidade dos shows e o som, que não estava baixo não, povo mala.
Gongadas: falha no som do show do Rage e som vazando da tenda da Heineken.

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...