segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Curto, grosso, rápido e indolor – Shows do SWU no dia 11.10

Como mais ninguém – incluindo eu – aguenta ouvir falar de SWU, vou falar dos shows de cada dia da maneira mais objetiva possível. O melhor dia, o terceiro.

Ilo Ferreira (Palco Água)

Nessa hora, eu estava quase encostada na grade VIP, pronta para enfrentar o dia inteiro só para ver o show do Queens de perto. Então, nem prestei muita atenção nesse rapaz. Tudo que eu via era um Box de equipamentos bem na minha cara com a inscrição “QOTSA”. Morri.

Alain Johannes (Palco Ar)

Sensacional. O cara entrou no palco só com um violãozinho quadrado (não sei qual é o nome disso, aguardo uma resposta, leitores lindos) e mandando uns solos muito loucos que eu adorei. A cada música, ele soltava um “Prontos para o show do QOTSA mais tarde?” ou um “Essa é do Desert Sessions”. Aparentemente, até aquela hora, eu era a única pessoa que sabia do que ele estava falando.


Gloria (Palco Água)

Muitos gritos, tanto da plateia quanto da banda. Foi só o que ouvi.

Crashdiet (Palco Ar)

Uma mistura bizarra de Poison com Tokio Hotel, sei lá. Não me diz nada, mas os fãs chatíssimos de Avenged Sevenfold já começavam a mostrar as asinhas, xingando todo mundo que subia no palco.

Rahzel (Palco Água)

Beatbox muito do maroto, respeitei quando o DJ do cara mandou um Whole Lotta Love logo no comecinho. Bem bacana, mas deveria ter ficado no palco da Oi, porque ele ficou perdidinho entre fãs de Linkin Park e Sepultura.

Yo La Tengo (Palco Ar)

Foi bem bacana ver o Yo La Tengo ali, na minha cara. Pena que não consegui aproveitar tanto quanto eu queria por causa, de novo, dos fãs de Linkin Park e Cia., que ficaram O SHOW INTEIRO XINGANDO OS CARAS. Assim como o Rahzel, deveria ter ficado em um dia diferente ou em outro palco.

Cavalera Conspiracy (Palco Água)

INSANIDADE TOTAL. Eu olhava para cima e a única coisa que conseguia ver era a poeira subindo, subindo, subindo... Não é o tipo de som que eu ouço, mas os hermanos Cavalera dão espaço para diversão. E são palmeirenses, né!

Avenged Sevenfold (Palco Ar)

Passei o show inteiro pensando em quatro coisas: 1. GENTE, esses caras são muito gatos; 2. MEU DEUS, falta muito para acabar?; 3. ORGANIZAÇÃO, por que vocês deixaram as crianças virem para essa merda de festival? ELES ACABARAM COM TU-DO. e 4. JOSH, olha o que eu sofro por você. OLHA O QUE EU SOFRO POR VOCÊ.

Incubus (Palco Água)

Depois de perder meu posto para os pirralhos insuportáveis, resolvi curtir o show do Incubus, que foi tão bonito. Abriram com Megalomaniac, fecharam com I Wish You Were Here, a galera estava ensandecida e só agora, duas semanas depois do show, me deu umas de ouvir Incubus adoidado. E você, hein, Brandon Boyd?


Queens Of The Stone Age (Palco Ar)

Esse vai ter um post especial. Eu enfrentei tudo que enfrentei para vê-los. No fim das contas, não saiu nada como eu queria, mas foi perfeito. Vocês entendem, né?

Pixies (Palco Água)

GIGAAAANTIC, GIGAAAANTIC! Estava meio bêbada e em êxtase, não lembro de muita coisa além do show ter começado de repente, de umas bolonas penduradas no teto do palco, do Black Francis estar agindo como um cuzão, da Kim Deal simpaticíssima, de terem tocado “Where’s My Mind?” e eu começar a pensar onde que ia assistir Clube da Luta naquela hora, ter encontrado a Camis e o Waniguer sem querer e, por consequência, a salvação da minha mala! Desculpem, galera.

Linkin Park (Palco Ar)

Com a raiva que eu estava dos fãs deles, nessa hora tudo que eu queria era que eles cancelassem a porra do show ali mesmo e que todos desidratassem de tanto chorar. Como isso não ia acontecer, fui tentar procurar um amigo meu – sem sorte. Depois, encontrei com uma amiga que me convenceu a ver o show e relembrei minha adolescência ouvindo músicas na Mix FM que eu nem sei mais o nome.

Tiësto (Palco Água)

O cara manda bem. Fiquei só meia horinha, mas foi o bastante para dar uma aquecida no esqueleto, conhecer uma galera muito bêbada e engraçada e, enfim, ir aproveitar minha falta de voz pós-QOTSA.

Queria ter visto: Mombojó, Gui Boratto, BNegão & Seletores de Frequência e Fino Coletivo.
Boas do dia: Josh Homme e Brandon Boyd.
Gongadas: pior que o atraso de uma hora antes do show do QOTSA foi ter que ouvir um otário com o microfone falando coisas como “EAEW, GALERA, QUE FESTA INCRÍVEL VOCÊS TÃO FAZENDO”. Ninguém estava controlando a entrada das pessoas no palco não, hein? Ah, e claro, os fãs de mal-educados de Linkin Park e Avenged Sevenfold. Eu também não gosto de um monte de banda, mas nem por isso fico xingando e sendo desagradável quando os caras estão no palco, fazendo o trabalho deles. Pau no cu de todo mundo.

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