quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sonho meu

Depois de ler o último post do louco do Charlie Brown, percebi que estamos bem sincronizados. Como esse blog não tem a descrição aí ao lado à toa e, para honrá-la devidamente, meu subconsciente percebeu que já estava na hora de ter mais um sonho completamente sem sentido para vocês, estimados leitores desse humilde blog, saberem a tensão que é ter sonhos como os meus. E, como desgraça pouca é bobagem, tive logo dois, em noites seguidas.

Como pretendo contar essas viagens de maneira detalhada e sou legal para caralho boazinha, então vai aqui um resumo para quem estiver com preguiça de ir até o fim.

Sonho maluco 1 – versão resumida

Estava com uma colega de trabalho indo a um teatro muito longe. Estava muito escuro e passamos perto de uma casa abandonada, cheia de espíritos. Aí, apareceu um menino querendo vender drogas para a gente e, na volta, ela sumiu. Meu pai, meu irmão e minha cachorra apareceram com dois desconhecidos. Fomos todos presos por traficantes e, para fugir, minha cachorrinha (poodle, pequenininha) tinha que matar um pitbull, um panda e um labrador. Aí eu acordei.

Sonho maluco 2 – versão resumida

Estava num sítio que, na verdade, era um parque aquático. Entrei em uma piscina onde meu amigo Wagner estava, todo vestido e, de repente, a água acabou e o Wag estava seco. Saí da piscina e encontrei com um amigo do colegial, que estava com o filho comendo macarrão. Aí eu acordei.

*********

Para os insatisfeitos (e é bom que sejam todos!), vamos à versão completa dos dois.

Sonho maluco 1 – versão completa

Estava com uma colega de trabalho no carro dela, provavelmente indo a algum evento de algum cliente. Estava muito escuro mesmo, nenhuma luz, e tínhamos que ir para um lugar – que, na minha cabeça, era um teatro – muito longe e, para chegarmos, tínhamos que subir uma ponte que eu nunca tinha visto antes – que, na minha cabeça, era a Radial Leste.

Logo na subida da ponte escura, tinha uma casa muito antiga, que tinha cara de mansão mal assombrada de filme de terror. E era mesmo, tanto que eu até via espíritos e fantasmas ao redor dela, e todos eles tinham a cara da máscara do Pânico. Eu estava completamente desesperada, e isso era evidente devido aos meus gritos, enquanto minha colega não parava de dar risada e, na hora de passar na frente da tal casa, ia até mais devagar.

Foi nesse momento que um menino de uns dez anos nos viu começou a correr em nossa direção. Corria, corria atrás do carro, corria ao lado do carro e correu até colar na janela do motorista, vendendo drogas. Minha colega, que ainda gargalhava, disse que não queria nada e fomos embora.

O dono da casa

Na volta, estávamos em um carro muito velho e caindo aos pedaços e, pensando agora, tenho quase certeza que era uma Belina. Do nada, o carro e minha colega desapareceram e encontrei meu pai, meu irmão e uma das minhas cachorras. É claro que eu estaria na frente da casa mal assombrada. Apareceram mais duas pessoas ali, um senhorzinho negro e seu filho, que devia ter uns 25 anos e estava cheirando heroína (!) no chão (!!!). Não sei porque, mas ficava aos berros com o rapaz coisas como “você é um drogado! Para com isso, precisamos fugir daqui!, enquanto ele rebatia uns “ahn?” ou “oi?”.

Eu sempre soube que meu desespero tinha fundamento, afinal, vários traficantes apareceram para nos prender ali naquela casa estranha. Ficamos todos – eu, meu pai, meu irmão, minha cachorra, o senhor e seu filho drogado – trancafiados na mesma jaula, que parecia com a de Lost, mas fechada da metade para baixo. Foi nessa hora que eu comecei a gritar que tínhamos que fugir dali.

Bem que eu podia ficar presa com o Sawyer, né?

Já estava clareando e percebi que, do lado de fora da jaula, acontecia algum tipo de ritual que, na minha cabeça, tinha influências africanas e havaianas, já que tinham pessoas tocando tambores, com a cara pintada e com saias iguais às das dançarinas de hula-hula. Percebi que essa era a hora de fugir, mas o senhorzinho também deve ter notado, porque ele saiu da jaula – sabe Deus como –, voltou com um molho de chaves e tivemos o seguinte diálogo:

- Agora a gente pode sair daqui, mas sua cachorra vai ter que matar o pitbull, o panda e o labrador preto que estão presos nas outras jaulas.
- Como assim? OLHA O TAMANHO DA MINHA CACHORRA, ELA NÃO CONSEGUE MATAR NEM UMA BARATA COM O PRÓPRIO PESO!
- Ah, pode ficar tranquila, eles já estão meio envenenados e dopados. Mas é você que tem que abrir as portas, ok? Essa é a única maneira de conseguirmos fugir!


Diante desse argumento, tive que concordar. Enquanto a batucada comia solta do lado de fora, me arrastei e abri a porta da primeira jaula e minha cachorra, impressionantemente, acabou com a raça do pitbull. Só que ela começava a latir e eu falava para ela calar a boca, senão iam ouvir a gente. Quando comecei a me arrastar para abrir a porta da jaula onde estava o panda, percebi que tinha um garoto olhando para mim. Falei para minha cachorra:

- Mini, não vai dar, eles vão pegar a gente. Volta, volta!

Aí eu acordei.

Sonho maluco 2 – versão completa

Era um belo dia de sol e eu estava em um sítio que, do nada, se transformou em um parque aquático. Resolvi aproveitar e fui nadar um pouquinho.

Entrei em uma piscina de ondas que mais parecia uma piscina de tsunamis de tão forte que eram as ondas. Foi lá que encontrei o Waniguer Wagner, que estava de blusa de frio, calça jeans e All Star e parecia que as ondas muito fortes não o incomodavam nem um pouco.

De repente (como tudo nessa vida deve ser), a água da piscina acabou e qual não foi minha surpresa ao ver o Wag COMPLETAMENTE SECO, encostado na beira da piscina com as pernas cruzadas, com aquela típica cara de malandro. Falei coisas do tipo “Nossa, cara, que incrível, como você faz isso?” e “Não brinca comigo”.

Começou a chover. Saí da piscina e fui para um lugar coberto,  onde encontrei com um colega do colegial que nunca mais falei e de quem sempre gostei muito, tanto que nos tratávamos por “menino chato” e “menina insuportável”, entre inúmeras variáveis. No meu sonho, continuamos nos chamando pelos apelidos carinhosos. A única diferença é que ele estava com um bebê no colo, que era seu filho (!!!) e ele comia um macarrão meio maluco.

Aí eu acordei.

*********

Gostaria muito de saber de onde meu subconsciente, ou seja lá qual parte do cérebro for responsável pela produção massiva de sonhos, tira essas ideias muito loucas. Às vezes incomoda, mas, no fim das contas, sempre acabo dando muita risada. Já até pensei em escrever um livro dos sonhos, tipo o do Jack Kerouac. Afinal, espero poder ganhar dinheiro com eles algum dia, porque parece que nunca vou entendê-los muito bem.

E eu ia fazer um Top 5 dos sonhos mais bizarros que já tive, mas é muito mais legal deixar vocês passando vontade.

9 comentários:

Charlie Brown disse...

HAHAHAHAHA... e eu que fiquei preocupado com uma estrela de cinema matando baleias.
Julia Roberts não é nada perto da cachorra matadora de pandas, velho!!!

Natalia Máximo disse...

Da cachorra PEQUENA matadora de pandas! Como que pode, né?

Toni Barros disse...

VOCÊ IA DEIXAR SUA CACHORRA MATAR UM PANDA DOPADO!!!

Wagner disse...

Tá vendo? Eu falo que essa parada de cogumelo do sol não é pra vc, Nat...
É isso que dá. Hahahahaha...
Beijo

Natalia Máximo disse...

EU TAVA PRESA, TONI, PRECISAVA ESCAPAR!!!

Toni Barros disse...

Pô, mata o pitbull... Mas o panda??? Coitado do panda!!!

May disse...

HAHAHAHAHAHAHA Concordo com o Toni! PORRA, os pandas estão em extinção e o Waniguer está muito 'aparecedor' nos seus sonhos!! BI-ZAR-RO
Adorei, Nat.
Bjos

Fabiana disse...

Ai Nat...
Ri pra caralho com os sonhos.
Tadinho da sua cachorrinha !
Eu raramente lembro dos meus, então me divirto com os sonhos da galera !

Beijo !

Natalia Máximo disse...

GALERO! Ainda vou ganhar dinheiro com meus sonhos, tô falando!

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