segunda-feira, 19 de abril de 2010

Once more with feeling - Placebo de novo!

Não tenho como falar sobre Placebo de maneira imparcial, mas vou tentar. É uma banda que foi realmente importante na minha formação musical e, mesmo eu ouvindo muita coisa diferente do som que eles fazem, não consigo dissociar uma coisa da outra. Foi uma das primeiras bandas que viraram vício. Lembro até hoje como, quando e qual foi a primeira música que ouvi deles. Esse foi um dos motivos para que o show de hoje tenha sido tão especial para mim.

Acompanhei esse show um pouco mais alcoolizada que o usual. Como? Não faço ideia. Deve ser culpa dessa minha mania de conhecer gente em todos os lugares e de qualquer jeito. Comecei a noite com uma super galera na fila para comprar ingresso, passando por um boteco que tocou ABBA e Madonna, pelo show (até aqui, tinha uma pessoa idêntica à Kristen Stewart no meio da muvuca), por várias estações de trem, pela Augusta e por uma atendente mal-comida no Yoi!, até chegar agora em casa.

Por isso, não posso dar uma opinião muito crítica sobre a apresentação. O máximo que posso fazer é comparar com o último show deles em São Paulo, que foi no dia 27 de março de 2007 e que eu lembro como se fosse hoje. Queria muito ter escrito alguma coisa sobre o assunto, mas nunca me passou pela cabeça na época.

Há 3 anos e 21 dias, eu tinha 16 anos e estava começando minha carreira em shows internacionais. Eu fui uma das primeiras pessoas a comprar o ingresso para o show do Placebo, junto com o K. O Steve Hewitt ainda estava na banda. Eu era absurdamente fanática por eles e tinha os sonhos mais engraçados com o Brian Molko (qualquer dia falo sobre isso aqui). Eu cheguei super cedo para pegar um lugar bom na fila para aguentar as próximas 8 horas embaixo do sol. O público era pequeno e composto basicamente de gays, andróginos e posers. O Gram abriu e eu curti ficar gritando “Toca a do Gatinho!”. Era a turnê do Meds, CD que eu amo. Quase morri esmagada lá na frente no meio de Infra-Red, minha música preferida desse álbum e que abriu o show. Não aguentei e fui para o fundo. O Brian, de cabelo curtinho e de poucas palavras trocadas com a plateia, tocou Follow The Cops Back Home fumando um cigarro, cena linda. Não prestava atenção em nada além da banda. Durante o show, eles usaram vários sintetizadores e samplers, com aquele toque experimental que eu tanto gosto. Eles tocaram I Know e eu chorei. Tocaram uma música a mais que no show do Rio. Fui embora iludida, sonhei com o show e acordei chorando de tanta alegria.


For What Its Worth

Hoje, já tenho um currículo até que bom de passagens em shows internacionais. Deixei para comprar o ingresso hoje mesmo, e fui sozinha. Conheci um monte de gente na fila. O Steve Hewitt não está mais na banda, e entrou o Steve Forrest (gato, tatuado, descamisado, mas com a mesma cor de cabelo que o Belo usa). Continuo fanática por Placebo, mas também virei fã de outros artistas. Eu cheguei dez minutos antes de abrirem o portão, comprei meu ingresso e fui tomar cerveja com um monte de desconhecidos. O público aumentou e está bem mais variado (leia-se: é a mesma galera que vai em TODOS os shows gringos, independente de ser fã ou não. É um ciclo vicioso). Nem vi a banda de abertura e entrei no Credicard Hall cinco minutos antes do Placebo entrar no palco. É a turnê do Battle For The Sun, álbum que eu não tinha prestado tanta atenção e que ficou melhor depois de ouvi-lo ao vivo. A banda de apoio é bem maior e tem uma ótima violonista/pianista/backing vocal, que deixou a apresentação muito mais interessante (acabei de ver que ela se chama Fiona Brice). O Brian, de cabelo compridinho, estava muito mais à vontade com o público, conversando e contando historinha antes das músicas. Ele não soltou a guitarra para tocar Follow The Cops Back Home. Tirei fotos e mais fotos com o pessoal que conheci (e espero vê-las algum dia). Senti falta dos samplers. O vídeo de Sleeping With Ghosts é o mesmo do show de 2007. Eles não tocaram I Know, mas, esse ano, Special Needs teve um gostinho muito diferente para mim. Tocaram um b-side! Não tenho a mínima noção de qual foi o setlist nas outras cidades aqui no Brasil. Fui dar uma volta com os novos conhecidos e acabei de chegar em casa, com uma única certeza: 1h30 de Placebo é muito pouco para mim.

Tirando o fato de eu ainda odiar o Credicard Hall, muita coisa mudou de 3 anos para cá. Mas ainda continuo muito fã de Placebo, e só eu entendo as sensações que eu tenho quando ouço a banda. Não sei se, por causa desse amadurecimento, vou sonhar com o show e acordar chorando de tanta alegria. Mas posso falar a real? Espero que sim.

* Acho que é importante dizer que Once More With Feeling é a primeira coletânea do Placebo, e foi um dos primeiros discos que comprei.

PS: Esse texto foi realmente escrito no pós-show, cinco minutos depois de eu ter chegado em casa, para ser mais exata. Só não foi postado antes porque ainda não estou com Internet em casa.

3 comentários:

naotavaassim disse...

Damnit...
É o terceiro show do Placebo que eu perco.
Vou começar a fazer um fundo para shows e, como bônus, me verei livre da invejinha que sinto agora =P

Charlie

Natalia Máximo disse...

Faça mesmo. Gastar dinheiro com show nunca é demais

Nih_x disse...

Aguenta a depressão pós-show agora!

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