quarta-feira, 3 de março de 2010

TOCOU SHIVER, AAAAAAAHHH!!!

Não estava afim de estrear esse blog com um post muito grande, mas não tenho muita saída. Afinal, EU FUI AO SHOW DO COLDPLAY!

Tá, tá, tá. Muita gente vai xingar, falar que a banda é superestimada, que a música dá sono, mas minha história com esses ingleses é muito longa para não ser citada. Em uma época distante, antes da extinção dos dinossauros, eu tinha um gosto musical um tanto quanto... duvidoso. Não, duvidoso não é a palavra certa. Meu gosto era muito ruim mesmo, admito. Mas isso é assunto para um outro post, daqui a muuuuuuuuito tempo.

Voltando ao Coldplay: como disse, minha história com eles é longa. Foi uma das primeiras bandas que comecei a ouvir incessantemente, que virei fã mesmo. E marcou minha vida, porque foi uma das bandas que abriu meus ouvidos para sons completamente diferentes do que ouvia antes.

Se eu falar que fui nesse show porque sou fanática por Coldplay, é mentira. Já fui, mas estou tranquila agora (um parênteses: eu sou um ser muito estranho com música. Quando gosto muito de uma banda, é a única coisa que ouço, penso, falo, sonho e respiro por meses, mas depois fico outros meses sem ouvir, pensar, falar, sonhar e respirar nada sobre. Foi assim com Beatles, com Placebo e com Coldplay também). Na verdade, resolvi ir ao show por uma questão de honra, porque já tinha perdido as outras duas passagens da banda pelo país e não podia perder outra, senão ia ser muita babaquice da minha parte.

Não sei como funciona com vocês, mas, comigo, a sensação de dia de show começa bem antes da banda se posicionar no palco. Acordei ontem pensando: “Bom dia, Brasil. Vou ao show do Coldplay, né”. A minha falta de expectativa era tanta que já tinha decidido ir de arquibancada, só porque era mais barato – arquibancada e show são duas coisas que, para mim, nunca andarão juntas. Show tem que ser no meio do suor e na muvuca do povão, na pista lotada.

Até a hora do almoço, já tinha usado meus super poderes de manipulação e convencido o Lucas a ir comigo. Foi quando fui comprar o ingresso, lá no Morumbi. Chuva chatíssima, fila minúscula para entrar no estádio (comparado a outros shows que fui) e sistemas que não funcionavam para venda de ingressos, formando mais filas e atendentes totalmente despreparados. E eu, atrasadíssima. Aaaaah, Brasilzão, sempre você, né? Depois de muita luta, fila, chuva, abre e fecha de guarda-chuva e conversa fiada na fila, comprei meu ingresso e voltei para o trabalho.

Foi aí que começou minha ansiedade. O Wagner tinha baixado todas as músicas que tocaram no show do Rio, para já chegarmos lá preparados. Duas, três, quatro, cinco horas da tarde e eu já estava bem trabalhada no nervosismo e minha expectativa já tinha aumentado consideravelmente. Daí para as sete da noite – hora que saímos para ir para o estádio – foi um pulo.

Chegando lá, o show do Vanguart já tinha acabado. Fiquei puta, porque faz mais de um ano que não vejo um showzinho dos meus cuiabanos preferidos. Devo dizer que a apresentação do Bat For Lashes me impressionou. Palco bonito, vocalista talentosa, banda bacana, mas não empolgou. Não sou muito a favor de bandas de abertura, porque elas sempre são menosprezadas, ninguém dá a mínima ou até são vaiadas e, às vezes, gente super legal como eu acaba perdendo a chance de conhecer um artista interessante porque a galera não te deixa assistir.

Um DJ mala tocando músicas nada a ver e algumas olas depois, as luzes do estádio se apagam e a gritaria começa. Depois de uma apresentação no telão mostrando a cidade ao som de O Danúbio Azul, a banda entra e o estádio vai abaixo.

Todo o show é incrível. A infraestrutura (palco com duas passarelas e um palco menor no meio da área VIP, seis lâmpadas-telões gigantes no palco, fogos de artifício, bolas gigantes, chuva de papeis em formato de borboleta, mais três telões), o setlist e a banda são impecáveis – teve muita gente que reclamou do som, mas eu achei que tava ótimo. O que eu achei mais bacana de toda a apresentação foi o cuidado que a banda (e a equipe, com 89346278263987543 membros) tem com todos os detalhes e a atenção com o público que, sem dúvidas, não está lá só como ouvinte. A simpatia da banda é envolvente e você se sente como parte daquilo tudo.

Não conseguiria dizer qual foi o ponto alto do show, porque todas as músicas foram fantásticas. Mas era visível a animação da plateia com os clássicos, como Yellow, The Scientist, In My Place e Clocks (Momento #cagueidemedo: em Viva La Vida, a arquibancada começou a tremer MUITO. Pensa numa pessoa que ficou congelada, só imaginando como se salvar da queda!). The Hardest Part só no piano merece destaque, emocionou 60 mil pessoas. Também merece destaque a versão modernosa que juntou God Put A Smile Upon Your Face, Talk e umas batidas malucas, mas porque ficou uma merda. As duas músicas sozinhas ficariam muito melhores.

 Mas o momento que valeu toda minha história com Coldplay foi quando o palco ficou escuro, eles foram até uma passarela, começaram a andar ao som de Singin’ In The Rain até um outro palquinho no meio da galera, pegaram os instrumentos e tocaram os primeiros acordes de Shiver.

Calma aí, para tudo. ELES TOCARAM SHIVER!!! Foi minha primeira paixão por Coldplay e eu esperei seis anos para ouvir essa música ao vivo, SEIS ANOS! E eles tocaram, em uma versão toda especial, melhor do que eu poderia imaginar. Para emendar, um “Parabéns pra você” todo em português para o Chris Martin (depois do #fail da plateia após In My Place) e a linda Death Will Never Conquer. Para mim, o show podia terminar ali que já tava tudo perfeito!

Mentira, mais músicas de bandas que você gosta sempre caem bem, né? O show continuou, a galera ficou louca, a banda ficou visivelmente feliz e eu pude ir embora satisfeita, depois de duas horas de um show que compensou meus seis anos de espera. E, depois de ficar rouca, gripada, passando frio, perdido aulas essenciais na faculdade e enfrentado um caos do inferno para conseguir sair do Morumbi (Copa do Mundo ali #comofas), saí de lá com a sensação de dever cumprido e muito feliz com a banda, que tinha caído no meu conceito. E que venha o próximo!

Nota 1: Estou morrendo de inveja do Wagner e da Camis, que ouviram Shiver a essa distância dos caras. Tinha que ser eu no lugar deles, ok?

Nota 2: Para compensar, eles tiveram que dar essa caminhadinha básica para conseguir achar um táxi depois do show, quase três quilômetros (damn, eu estava com eles). HÁ!

Nota 3: Nunca mais ir em arquibancada. Nem parece que eu estou em um show, fica tudo muito longe. A única coisa legal foi ver as bizarrices da galera da pista: gente dançando estranho, um cara deitado no chão, mulherada fazendo banheirão e coisas assim. Ah, participar da ola também é legal, né!

Nota 4: Os caras não têm esse status de superbanda à toa. Afinal, não é todo mundo que dá mimos para os fãs, tipo CD na saída? E fiquei sabendo que a galera do Rio não ganhou, hein... Ah, eu sei que tava embutido no preço do ingresso, mas me deixa em paz!

Update de última hora: Essa lua aqui também fez parte do cenário!

 

 Update de última hora 2: Só tenho ouvido Coldplay ultimamente #contaanovidade

9 comentários:

Nih_x disse...

Olha, não conhecia os planos para esse blog, mas que venha Franz Ferdinand!

Wagner disse...

Foi realmente fantástico, Nat.
Quer dizer, acordar cantando o "ôôÔôÔ, ôôÔôÔ" daquele coro só pode significar que o show foi incrível, ou que eu enlouqueci completamente, né?

naotavaassim disse...

Ahhhhh!!! Então era você, na Hola?

Alessandra disse...

Cara, amanhã eu leio o post inteiro, mas AMEI o logo lah em cima (L)

Cami Pires disse...

Nat, concordo com vc em tudo. Foi lindo. Por mais que eu ame Shiver, no fundo, não acreditava. Os caras cantaram ali pertinho de mim, parecia uma serenata... #chorei/ri/solucei/gritei/cantei e no próximo, eu vou de novo!

palavrafinal disse...

nem preciso dizer que já virei leitora daqui, né?! adorei!
beijos!
May

Natalia Máximo disse...

"parecia uma serenata"

Hahahaha, que romântico

palavrafinal disse...

genial, Nat!!!
adorei o post. e o blog, claro!
menina, o que é esse lance da pasta de dente!??! nunca tinha pensado nisso...hahaha
o melhor argumento EVER! eu culpva as bolhas furtacor do toddy que tomo quase todo dia aqui no trabalho...vc toma? tá uma mexida e repara na cor que as bolhas têm. dá medo.
quando ao coldplay, eu perdi. :(
mas adorei participar desse momento na sua perspetiva!
bjo.

Natalia Máximo disse...

Geeeente, e eu achando que a pasta de dente já era demais, mas essa do Toddy é completamente novo pra mim! Vou tentar depois, fiquei até com vontade de ver essas bolhas loucas hahaha

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